Plano Editorial 2022

Curiosos para descobrirem o nosso Plano Editorial para 2022? Descubram em baixo que livros iremos lançar este ano, e partilhem connosco quais deles estão mais entusiasmados para ler!

Abril

Abelterium, de Lívia Borges

Sinopse: No século IV da nossa era, uma rapariga recorda as velhas lendas de Abelterium, situada na província da Lusitânia, misturando com uma imaginação poética e despojada as histórias que lhe foram contadas por uma amiga da família e a sua própria memória da construção da sala de refeições da casa, decorada com um magnífico mosaico, que ela procura ligar ao passado da cidade e ao seu próprio passado.

Contam essas lendas que, duzentos anos antes, o imperador Adriano fez uma paragem imprevista em Abelterium, para investigar a morte misteriosa de um político que fora barbaramente assassinado. Nesses tempos de silêncio e de tumulto, desenterram-se rivalidades antigas, escondem-se paixões proibidas, convocam-se deuses esquecidos e prepara-se, em segredo, uma revolta, num ambiente de tensão crescente.

Alternando entre esses dois momentos temporais, presente e passado fundem-se elegantemente, num permanente jogo de luz e de sombras, ao mesmo tempo que se desenrola a história dos habitantes da Abelterium de antanho em que o amor, a ambição, o poder e o sagrado determinam o destino de todos.

Junho

Antologia Sangue

Sinopse (provisória): Sangue (latim sanguis, -inis) nome masculino

1. Líquido espesso, ordinariamente vermelho, que circula pelas artérias e veias;
2. Princípio de existência, de força, de entusiasmo, de actividade. = Vida;
3. Grupo de indivíduos que têm um ancestral comum = Família;
4. Geração;
5. Violência, agressão, carnificina;
6. fig Natureza;
7. fig Carácter, índole;
8. fig Vigor, energia, ânimo;
9. fig Sentimento efusivo e ardente;
10. Origem social ou geográfica comum a um grupo de pessoas;
11. Menstruação.

Sangue.

Pode representar vida e morte. Família e desgraça. Essência e vitalidade. Mas também miasma e vergonha. Crime, mácula, desespero. Esperança e futuro.

Na antologia de ficção «Sangue», pretendemos dar o palco aos nossos leitores. O único requisito é o formato de conto. De resto, só queremos ver a vossa criatividade. E do que o vosso sangue é capaz.

Setembro

Olhos que Comiam Medo, de N. S. Ribeiro

Sinopse: Olhos Que Comiam Medo é a história de Delfina, uma mulher atormentada pela procura de uma resposta para a maldição desapiedada a que foi submetida desde a nascença. As pessoas que se cruzam com o seu olhar sentem uma vontade inesperada e pungente de lhe contarem todos os medos que as sufocam de sofrimento. Na procura de resposta, conhece Umbelina, uma livreira cega com tendência para observações escatológicas e com uma predilecção pelo derrisório. A narrativa despe-se de referências cronológicas e espaciais, desenvolvendo-se em cenários oníricos, procurando dissecar o que de mais humano existe nas pessoas. São os remorsos, as frustrações, as dúvidas existenciais, os medos crus desumanizados, os verdadeiros protagonistas da história.

Outubro

O Lento Esquecimento do Ser, de Miguel D’Alte

Sinopse (provisória): O livro começa em 2001, em Paris, na manhã em que Jean-Luc Garrel, um jornalista de meia-idade amargurado e dependente da bebida, lê no jornal sobre a morte de Henri Benoît, um dos maiores romancistas franceses da década de sessenta e seu antigo professor na Universidade de Sorbonne, desaparecido misteriosamente após os acontecimentos de maio de 1968. O artigo resume a vida do escritor e questiona o leitor sobre o mistério que vai acompanhar o livro até ao fim: porque desapareceu Henri Benoît, depois ser despedido da Sorbonne, e o que fez durante trinta e três anos até ser encontrado morto noutra cidade e a sua identidade, finalmente, revelada?

A História Simples de um Homem Vulgar, de Germano Tavares Dias

Sinopse (provisória): Gaspar Roque da Luz é um homem de mais de cinquenta anos que se queixa de levar uma vida monótona e aborrecida, sem nada que se assemelhe às extraordinárias histórias que lê nos livros, dos quais é fervoroso consumidor. Teve, no entanto, um percurso de vida a que poderemos chamar tudo menos sensaborão, pois, tendo nascido a meio do século vinte, viveu os últimos anos do regime fascista português, participou ativamente na festa que se seguiu ao vinte e cinco de abril de setenta e quatro e também se desencantou com o ruir do sonho, o que aconteceu no dia 25 de novembro do ano seguinte.

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